Domingo, 28 de Março de 2010

Como andar (ciberneticamente) perdido

Há, de facto, coisas estranhas. Após analisar o meu Google Analytics, descobri quais as pesquisas que remeteram para o meu blog e o resultado não é fabuloso, mas sim absurdo. Para além doa óbvios trocadilhos o meu nome e o do blogue, eis as palavras-chave que algumas pessoas usaram para virem cá parar:

 

1. «O tanas»

Logo por aqui se vê o carácter reivindicativo deste pequeno espaço blogosférico: eles dizem «Carolina, porque isto, isto e aquilo» e eu «O tanas!». Não dá hipótese.

 

2. «Sorrisos desalinhados»

Eu JURO que usei aparelho dois anos.

 

3. «Ficar de quatro praxe»

A praxe é a minha vida…

 

4. «O que é letmego»

Havia, com certeza, alguém com problemas de expressão que resolveu falar inglês… mas não resultou… e veio parar onde? Pois é…

 

5. «Navios afundados»

Um tema que está muito na berra aqui no blog é náutica… mas do que eu gosto mesmo é de naufrágios.

 

6. «Amiga que nos desiludiu»

Está uma mocinha sossegada a escrever os seus pacíficos posts, alguém escreve isto no Google e lá aparece a Figueiras… medo.

 

7. «Chamaste-me de cão»

É.

 

…e dizem que é domingo.

sinto-me: nha.
música: in a manner of speaking - nouvelle vague
publicado por Ketch às 22:28
link | comentar | ver comentários (5) | favorito

Heart of glass

Na última quarta-feira, fui a Guimarães ver o concerto acústico dos Nouvelle Vague. Estava extremamente cansada depois uma noite mal dormida e tudo e tudo e tudo, mas ficava por ali mais umas duas horas ou três. Foi... (suspiro e sorriso palerma). Gostei imenso do concerto em geral, pois ecoava toda a energia que estava a ser vivida em palco, mas não posso deixar de falar de Gerald Toto, alguém que eu já admirava como músico, mas que me deixou completamente fascinada. Em vez de tocar, parecia que acariciava as cordas da guitarra, os movimentos totalmente coerentes com toda a harmonia da música… a metamorfose na sua atitude de tema para tema era surpreendente. Tinha saudades de ver alguém fazer música com tanta alma.

 

 

sinto-me: Coiso.
música: Psycho Killer - talking heads
publicado por Ketch às 18:18
link | comentar | ver comentários (2) | favorito
Quarta-feira, 24 de Março de 2010

Trocamos segredos em portas blindadas.

Li esta frase ontem, num passeiozinho pelo centro. Achei que fora do contexto em que estava inserida (divirtam-se a pensar qual) era bonita, fazia sentido e abria caminho na selva dos meus pensamentos amontoados… Headphones, corpo deitado na relva, ‘Loving you’ a tocar nas alturas, e eu tive o meu momento favorito do dia. Já não consigo simplesmente saborear as coisas sem pensar muito nelas, procuro-lhes incessantemente os significados… abrindo, fechando portas. Tenho muitas perguntas por fazer, dúvidas em excesso, talvez demais, talvez muitas, as necessárias e as não necessárias, também... Mas sei que acordo de manhã e, por muito cinzento que esteja, ando a ver azul de uma ponta a outra do céu. Quero muito o respirar, fundo, agora, depois, e talvez mais tarde… Pela primeira vez em algum tempo, não sinto que o ar me acaba.

 

«Adoro quando a Carolina não está no mundo da Lua, mas sim em Júpiter, que é ainda mais longe… não ouve nada do que eu digo, mas sorri.»

sinto-me: Zen
música: Just can't get enough - Nouvelle Vague
publicado por Ketch às 17:41
link | comentar | ver comentários (7) | favorito
Segunda-feira, 22 de Março de 2010

Sóis.

E os passarinhos cantam, as águas dos ribeirinhos correm (como diz Luísa Costa Gomes em ‘A vida em vénus’) e dizem que já é primavera. Nada melhor que uma fotozinha tirada hoje, deitada no chão, para ilustrar tal chegada:

 

 

PS: o Desenganos contabilizou, desde o dia 22 de Fevereiro, 300 visitas. Obrigado. :)

sinto-me: Bem.
música: My funny valentine - Chet Baker
publicado por Ketch às 20:42
link | comentar | ver comentários (1) | favorito
Sexta-feira, 19 de Março de 2010

Resoluções ENORMES (como diria o meu Vítor Morais, se me ouvisse)

                 

 

 ...e mais nada.

publicado por Ketch às 00:07
link | comentar | favorito
Terça-feira, 16 de Março de 2010

Jazz, Blues and Bossa Nova, Mcgregor.

              Ontem encontrei este poema e resolvi postar, só depois me apercebi que estava incompleto... trago-vos o resto. Já conheço isto há uns anos e acho qualquer coisa...

 

 

Blues da morte de amor

Já ninguém morre de amor, eu uma vez

andei lá perto, estive mesmo quase,
era um tempo de humores bem sacudidos,
depressões sincopadas, bem graves, minha querida,
mas afinal não morri, como se vê, ah, não,
passava o tempo a ouvir deus e música de jazz,
emagreci bastante, mas safei-me à justa, oh yes,
ah, sim, pela noite dentro, minha querida.

a gente sopra e não atina, há um aperto
no coração, uma tensão no clarinete e
tão desgraçado o que senti, mas realmente,
mas realmente eu nunca tive jeito, ah, não,
eu nunca tive queda para kamikaze,
é tudo uma questão de swing, de swing, minha querida,
saber sair a tempo, saber sair, é claro, mas saber,
e eu não me arrependi, minha querida, ah, não, ah, sim.

há ritmos na rua que vêm de casa em casa,
ao acender das luzes, uma aqui, outra ali.
mas pode ser que o vendaval um qualquer dia venha
no lusco-fusco da canção parar à minha casa,
o que eu nunca pedi, ah, não, manda calar a gente,
minha querida, toda a gente do bairro,
e então murmurarei, a ver fugir a escala
do clarinete: — morrer ou não morrer, darling, ah, sim.


Vasco Graça Moura, in "Antologia dos Sessenta Anos"

 

 

 

              

 

                     é, de facto, uma questão de ritmo, digo eu.

sinto-me: ah, sim, darling.
música: Diana Krall - Ma love
publicado por Ketch às 21:26
link | comentar | favorito
Segunda-feira, 15 de Março de 2010

"Já ninguém morre de amor"

Já ninguém morre de amor, eu uma vez

 

andei lá perto, estive mesmo quase,

 

era um tempo de humores bem sacudidos

 

depressões sincopadas, bem graves, minha querida

 

mas afinal não morri, como se vê, ah, não,

 

passava o tempo a ouvir deus e música de jazz,

 

emagreci bastante, mas safei-me à justa, oh yes,

 

ah, sim, pela noite dentro, minha querida.

 

 

 

Vasco Graça Moura

 

 

 

sinto-me: não me sinto.
música: where is my mind - pixies
publicado por Ketch às 22:09
link | comentar | ver comentários (7) | favorito

.mais sobre mim


. ver perfil

. seguir perfil

. 13 seguidores

.pesquisar

.Dezembro 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
21
22
23
24
25
26
27
28
29
31

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. Made me think.

. Notas soltas de uma noite...

. um fragmento de "Crave",...

. Verdades absolutas as 2h3...

. Seja.

. Partidas.

. Esta noite, algures em Br...

. Regressos.

. ...

. Believing in magic

. ...

. Wise up...

. Your mind is so full of r...

. Aniversário da Dinaamo FM

. ...

. I believe in magic...

. A uma semana de Bracara A...

.arquivos

. Dezembro 2012

. Junho 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

.tags

. todas as tags

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds