Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010

I believe in magic...

Sim, acredito. Coincidências? Não creio. Vejo o mundo como algo maior e mais completo do que um lugar onde pessoas fazem coisas. Maior do que a natureza, a ciência e todas essas coisas que acontecem na vida de toda a gente. Não acredito em deus, nas religiões como elas são e nos livros de instruções que trazem com elas, muito menos nos seus milagres.

Acima de tudo acredito nas pessoas, no mundo interior, no amor e no ódio que põem no que fazem e no que querem: chamemos-lhe energia. Acredito em justiça divina, mas com outro nome: consciência. Não falo propriamente apenas dos pesos que ela possa carregar, mas daquilo que o mundo interior faz por nós… Porque lá no fundo - segundo o que penso, que vale o que vale -, há dois “eus”: a representação daquele que vive cá fora e o “eu” normativo, aquele que faz connosco tudo o que o mundo lá fora nos faz, nuns mais duro, noutros mais benevolente. Creio que esse eu interior produz energia suficiente para conseguirmos tudo o que queremos ( que está ao alcance, imagino eu) e também para destruirmos tudo. Quando fazemos algo mesmo muito mau, «what goes around, comes around» e a nossa consciência põe-se mesmo a jeito para produzir energia negativa suficiente para só trazermos o que não tem grande interesse para a nossa vida. Há quem diga que é uma forma de religião, eu concordo em parte porque se trata de acreditar em algo superior que rege aquilo que não é empírico ou palpável. A religião afasta as pessoas, por serem regras impostas e não naturais, a energia não.

No fundo, acho que algo que realmente junta as pessoas e devia ser mais importante do que qualquer religião é a música. Não é à toa que milhões de pessoas se juntam por ela e são felizes… Naquele concerto, porque aquela música deu na rádio, porque aprenderam a tocar isto ou aquilo, porque voltam a ouvir o tema “x” que estava a dar na ocasião “y” e traz boas recordações. Claro que também há a musiquinha da baba e do ranho, mas estou a falar mesmo é de várias pessoas na mesma frequência, talvez no mesmo ritmo, eventualmente na mesma tonalidade, amiúde no mesmo compasso, mas sempre a canalizar energia para o mesmo centro.

Isto tudo, porque hoje preferi pensar, em vez de existir (contrariando o «penso, logo existo») e porque tive saudades de Viana, dos sons que há por lá, de 4 rapazes que pegam na sua música e a juntam à minha, numa cave onde às vezes não se toca nada, mas também onde se toca tudo… De alguém que toca guitarra para mim muitas vezes… dos sons mais castiços do grupo folclórico, dos meus amigos e da música que partilhamos ao som de gargalhadas e toda a sonoridade conjunta. Porque eu posso ter tudo, mas dado que também não acredito no silêncio e o som perdido só por si não chega, é preciso partilhar e a música é, para mim, isso mesmo.

música: toda :D
publicado por Ketch às 23:54
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6 comentários:
De Anónimo a 30 de Setembro de 2010
karma....
De Ventania a 1 de Outubro de 2010
Bonito. E sem música, as partilhas seriam terrivelmente solitárias. Beijo!
De Tania Teixeira^^ a 16 de Outubro de 2010
pela lei da conservação,uma energia x de um momento y nao se perde. antes levita, vagueia, transforma.se, toma forma noutra pessoa. e nesta linha, existe um pensamento: "toda a gente se sente da mesma maneira que toda a gente, mas não ao mesmo tempo."
faz sentido?
... "sempre a canalizar energia para o mesmo centro"***
Tania
De Ketch a 18 de Outubro de 2010
Acho que faz... mas aposto mais na ideia de que toda a gente sente o mesmo, mas não da mesma maneira nem ao mesmo tempo.
Canalizemos energias ^^
**
De André Jesus a 24 de Outubro de 2010
Acreditar não é fácil, é a maior aventura das nossas vidas.
Gosto de ver pessoas a acreditar.

Um abraço. Gostei

De Luís Filipe Maçarico a 31 de Março de 2011
Carolina: Grande texto, este. Vou divulgar no meu blogue...espero que não te importes.
Gostei mesmo muito - e estou de acordo com o que pensas, a este respeito. A energia é algo que - e subscrevo - pode ser usada para o lado negativo ou positivo.
Acredita que qualquer deles tem retorno e que é bem melhor a sensação de paz e harmonia que se sente quando se opta pela vertente harmoniosa. A explosão conduz ao caos e não se aguenta tanto ódio. A tal consciência é terrível.
Agradeço-te esta reflexão, a bela partilha e a alma luminosa que tens!
E já agora, que honra de algum modo haver um rasto tão simpático, cintilante, por aqui...
Bjs

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