Sexta-feira, 1 de Abril de 2011

Believing in magic

Às vezes perguntam-me quanto tempo tem e eu não sei dizer ao certo há quantos anos foi. A primeira aparição foi numa sexta-feira 13 do mês de Junho. Desde aí passei, em conjunto, a depositar na voz o que ia em mim, algo que apenas o papel conhecia desde já há alguns anos. Nesse processo estavam o Rui e o Vítor, com o seu violino e guitarra, respectivamente. Passou-se bastante tempo, houve mutações enormes, na música, em nós e naqueles que por nós passaram desde aquela sexta-feira, 13 de Junho.

                Não sei se foi prenúncio, o dia, mas o que é certo é que nunca foi fácil. Sempre passamos por provações grandes, desde desilusões a desafinações enormes na forma de ver as coisas, já para não falar nas variadas experiências de quase morte durante os ensaios (entre elas electrocussões, cambalhotas- que podiam ter sido - mortais e estupidez massiva) . Muitas vezes tocamos afinações diferentes, não no som, mas no sentir, e isso fazia toda a diferença que, mais tarde, viria trazer uma pausa com abandono.

                Depressa percebemos que éramos muito diferentes, que queríamos da música coisas muito dispersas e achamos isso um obstáculo que, com o tempo, entendemos ser um ponto forte e original na forma de ver o mundo. Havia química. Agora que somos cinco (devido às longas ausências do saxofone) vejo que valeu a pena chatearmo-nos tanto, não entre nós, mas com as situações. Nunca deixamos aquele que era por direito um projecto nosso e, com algum alento, demos-lhe a corda necessária para ele arrancar, mesmo depois de uns tantos pneus furados e buracos no caminho. Somos, mais do que cinco palermas que vivem a música de uma forma pouco comum relativamente ao panorama geral, uma família. Uma família onde há um baterista que parte o cajón com o entusiasmo de tocar, um baixista que tem o seu quê de louco, só que ainda não tivemos tempo para descobrir o que é, uma vocalista que diz “cheese” em vez de “tease” em pleno concerto, um violinista que pisca o olho para a foto enquanto toca e um guitarrista que é o único traço de normalidade neste ninho de loucos, ou que disfarça muito bem.

                Não temos um género, temos vários. Não nos definimos porque somos mesmo assim: complementos de cada um de nós, completamente distintos do próximo.

sinto-me: Beim :)
publicado por Ketch às 17:05
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Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010

I believe in magic...

Sim, acredito. Coincidências? Não creio. Vejo o mundo como algo maior e mais completo do que um lugar onde pessoas fazem coisas. Maior do que a natureza, a ciência e todas essas coisas que acontecem na vida de toda a gente. Não acredito em deus, nas religiões como elas são e nos livros de instruções que trazem com elas, muito menos nos seus milagres.

Acima de tudo acredito nas pessoas, no mundo interior, no amor e no ódio que põem no que fazem e no que querem: chamemos-lhe energia. Acredito em justiça divina, mas com outro nome: consciência. Não falo propriamente apenas dos pesos que ela possa carregar, mas daquilo que o mundo interior faz por nós… Porque lá no fundo - segundo o que penso, que vale o que vale -, há dois “eus”: a representação daquele que vive cá fora e o “eu” normativo, aquele que faz connosco tudo o que o mundo lá fora nos faz, nuns mais duro, noutros mais benevolente. Creio que esse eu interior produz energia suficiente para conseguirmos tudo o que queremos ( que está ao alcance, imagino eu) e também para destruirmos tudo. Quando fazemos algo mesmo muito mau, «what goes around, comes around» e a nossa consciência põe-se mesmo a jeito para produzir energia negativa suficiente para só trazermos o que não tem grande interesse para a nossa vida. Há quem diga que é uma forma de religião, eu concordo em parte porque se trata de acreditar em algo superior que rege aquilo que não é empírico ou palpável. A religião afasta as pessoas, por serem regras impostas e não naturais, a energia não.

No fundo, acho que algo que realmente junta as pessoas e devia ser mais importante do que qualquer religião é a música. Não é à toa que milhões de pessoas se juntam por ela e são felizes… Naquele concerto, porque aquela música deu na rádio, porque aprenderam a tocar isto ou aquilo, porque voltam a ouvir o tema “x” que estava a dar na ocasião “y” e traz boas recordações. Claro que também há a musiquinha da baba e do ranho, mas estou a falar mesmo é de várias pessoas na mesma frequência, talvez no mesmo ritmo, eventualmente na mesma tonalidade, amiúde no mesmo compasso, mas sempre a canalizar energia para o mesmo centro.

Isto tudo, porque hoje preferi pensar, em vez de existir (contrariando o «penso, logo existo») e porque tive saudades de Viana, dos sons que há por lá, de 4 rapazes que pegam na sua música e a juntam à minha, numa cave onde às vezes não se toca nada, mas também onde se toca tudo… De alguém que toca guitarra para mim muitas vezes… dos sons mais castiços do grupo folclórico, dos meus amigos e da música que partilhamos ao som de gargalhadas e toda a sonoridade conjunta. Porque eu posso ter tudo, mas dado que também não acredito no silêncio e o som perdido só por si não chega, é preciso partilhar e a música é, para mim, isso mesmo.

música: toda :D
publicado por Ketch às 23:54
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Quinta-feira, 1 de Abril de 2010

(8) Ba badum dum (8)

Ontem migrei para Braga porque ela merecia.

 

nóses

 

Decidi depois ficar por cá por vários motivos que não faz sentido descriminar, mas o que é certo é que eu precisava de tempo. De tempo para mim e para pensar… e sim, dá muito jeito ter outro lugar nosso… De preferência, noutra cidade qualquer.

 

Tal como já tinha defendido num post que escrevi anteriormente, não sei se neste ou noutro blogue que eu tenha mantido, tenho uma balança de acontecimentos bons e maus muito bem equilibrada… às vezes fico impressionada com o timing.

 

Começo por dizer que quando o Shakespeare diz que «não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferir-te de vez em quando e tens de perdoá-la por isso», di-lo sabiamente, apesar de não ser um pensamento brilhante. Digamos que esta foi a frase do dia de ontem (substituindo o ‘de vez em quando’ pelo ‘imeeeeeensas vezes’), dia sofrido do qual eu nunca mais via o fim.

 

Para finalizar tão malfadado dia, nada melhor do que fazer alguém feliz (até porque já passava da meia noite… o problema era, sem dúvida, um 31) e não esperar que o melhor aconteça, porque quando acontece… tem outro sabor.

 

 

 

PS: e por falar em sabor, obrigada pelo destaque e por tudo o que isso acarretou.

Ontem migrei para Braga porque ela merecia.

 

Decidi ficar por cá por vários motivos que não faz sentido descriminar, mas o que é certo é que eu precisava de tempo. De tempo para mim e para pensar… e sim, dá muito jeito ter outro lugar nosso… De preferência, noutra cidade qualquer.

Tal como já tinha defendido num post qualquer que escrevi anteriormente, não sei se neste ou noutro blogue qualquer que eu tenha mantido, tenho uma balança de acontecimentos bons e maus muito bem equilibrada… às vezes fico impressionada com o timing.

Começo por dizer que quando o Shakespeare diz que «não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferir-te de vez em quando e tens de perdoá-la por isso», di-lo sabiamente, apesar de não ser um pensamento brilhante. Digamos que esta foi a frase do dia de ontem (substituindo o ‘de vez em quando’ pelo ‘imeeeeeensas vezes’), dia sofrido do qual eu nunca mais via o fim.

Para finalizar o dia, nada melhor do que fazer alguém feliz (até porque já passava da meia noite… o problema era, sem dúvida, um 31) e não esperar que o melhor aconteça, porque quando acontece… tem outro sabor.

sinto-me: Goooooooooood
música: feeling good - nina simone
publicado por Ketch às 21:23
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Quarta-feira, 3 de Março de 2010

...

                Sabe que vai continuar a trautear a mesma canção, vezes e vezes sem conta, mas não está preparada para a levar a concerto. Faltam-lhe notas. As notas do instrumental que não tem.

Não quis uma percussão desgastante, nem um violino estridente, tão pouco o relaxado contrabaixo… Há também muitas guitarras, mas ela quer um Piano, e não um qualquer: O Piano.

Preto no branco: é tudo o que lhe falta. Mesmo estando certa de que o Piano não toca fado, porque fado é para mágoas e Jazz é para todas as horas. Jazz num piano de cristal bem translúcido, cujas notas se consigam sentir só de ver o toque nas cordas, onde cada som não é por acaso.

Se as teclas forem tocadas com verdade, a voz também sairá num fio.

 

 

 

 

 

Para quando?

 

música: Kath bloom - come here
publicado por Ketch às 16:44
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Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009

2009's ego.

Acho que é o primeiro balanço de final de ano que faço, assim de repente. 2009 foi um ano de mudanças enormes, de gripes enormes, de gastroenterites enormes, de derrotas e de grandes vitórias. Aqui vai o melhor do último ano:

 

                O ingresso em Ciências da Comunicação na UM. Braga tem sido palco de muitas peripécias, catapulta para decisões importantes e um sítio onde me habituei a gostar de estar.

Graças à minha entrada na UM conheci os 7 magníficos (tínhamos de ser 7, nem de propósito), verdadeiros companheiros do bom e do mau, do gargalhar e tudituditudo…

 

 

                Novos projectos em campos diversos. Este último ano ofereceu-me oportunidades únicas como a Rádio, os Jarojupe, a reformulação da banda, a Omni, o Teatro, as Danças de Salão e outras que tal… e também uma falta de tempo incrível…


 

                Sobrevivência. Para além de ter sobrevivido ao spot publicitário do Pingo Doce, este ano bati o recorde de doenças parvas no mais curto espaço de tempo… e não morri (ainda estou para perceber como).

 

                «Bué» (como diz a Tânia) de coisas que não me lembro, mas que devem ter sido mesmo muito importantes. Porque eu digo que «a minha vida é muito difícil», mas adoro tudo aquilo que tenho e que vou construindo.

 

 

 

                E é isto. Agora vou dormir que já foi demais por hoje…

 

                Jude – I Know. Eu casava com esta letra…

 

 

 

You've got such a pretty smile
It's a shame the things you hide behind it
Let 'em go
Give it up for a while
Let 'em free and we will both go find it

I know there's nowhere you can hide it
I know the feeling of alone
I know that you do not feel invited
But, come back, come back in from the cold

Tell me how you really feel
Tell me what is on the inside of you
All the somethings you conceal
Only keep away the ones who love you

Step away then from the edge
Your best friend is life is not your mirror
Back away, come away
Back away, come away
Back away, come away
Back away, come away
Back away, come away
Back away, come away
I am here and I will be forever

I know there's nowhere you can hide it
I know the feeling of alone
Trust me and don't keep that on the inside
Soon you'll be locked out on your own

You're not alone
You're not alone
And don't say you've never been told
I'll be with you 'til we grow old
'til I'm in the ground and I'm cold
I'm not sitting up here on some throne
Like a dog you can always come home
Dig up a bone
Look around

 
 

 

sinto-me: Bem :D
música: jude - i know
publicado por Ketch às 01:47
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Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009

«Nunca é agora entre nós»

                O Natal já foi. Este ano não senti a magia natalícia, não sei se porque não estava com predisposição para, se foi mesmo porque não a houve ou se estou simplesmente a ficar velha para estas pequenas coisas. Dito assim, parece dramático.

 

                O Concerto de Sábado correu muitíssimo bem. Quando tiver as fotos ponho aqui. Aconteceram coisas parvas, coisas estranhas e coisas realmente engraçadas. Nomeadamente, eu enganei-me na letra e quase nos matávamos todos a rir em cima do palco. Agora tem piada, mas na altura teve mais.

 

Andava a passear pelo Facebook do Nuno, e descobri este belo excerto de Lobo Antunes... apaixonei-me.

 

«Nunca é agora entre nós, é sempre até domingo, até sexta, até terça, até ao próximo mês, até para o... ano, mas evitamos cuidadosamente enfrentar-nos, temos medo uns dos outros, o medo do que sentimos uns pelos outros, medo de dizer Gosto de ti.»

 

(Carolina vai beber um copo e pensar na vida.)

 

sinto-me: coiso.
música: capitão romance - ornatos violeta
publicado por Ketch às 22:52
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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

A cantar a canção dos navios afundados...

 

                A ressacar de umas extenuantes festas de Nossa Srª. da Agonia. Participei em tudo o que havia para participar (coral beach party, incluída) a modos que estou fisicamente exausta e me dói tudo. Fiz uns kms valentes a pé nos últimos 4 dias… para muitos pode parecer normal, mas eu ando mesmo muito pouco a pé e, por isso mesmo, dói-me tudo.

                A banda está em standby dado que o guitarrista acordou de manhã com vontade de se ir embora, o que apanhou todos de surpresa. Estou, desde há uns dias, à procura de um guitarrista ou pianista para música lounge. Caso saibam de alguém, ou estejam interessados, contactem… Há concertos marcados e nós estamos (como se diz na minha terra) à rasca.

        

 

sinto-me: +ou- bem, +ou- mal...
música: secret - maroon 5
publicado por Ketch às 23:14
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