Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010

...

Não desesperes agora, que o amanhã é já daqui a bocadinho...

 

lalala

publicado por Ketch às 00:45
link | comentar | ver comentários (2) | favorito
Quarta-feira, 11 de Agosto de 2010

Passeios na massa cinzenta - Parte II

Às vezes não percebo a volatilidade das coisas. O mundo é volátil na sua génese, tudo está feito para se transformar (nada que alguém já não tenha dito e que eu não tenha rebatido anteriormente noutro passeio pela massa cinzenta), mas o que realmente importa são todas aquelas coisas cuja função passa por se manterem fortes, no matter what.

As ligações humanas e suas ramificações, foram, na minha opinião (que vale o que vale), a coisinha que pior favorecida ficou no que toca à sua funcionalidade: somos como peças de um computador enorme que é o mundo (sim, fartei-me de fazer analogias com Música, mas um dia lá voltarei…). Cada um na sua esfera, vulgo “sistema operativo”, à qual costumamos chamar cultura, educação, etc… mas, falando em educação, será essa a diferença entre ‘Home edition’ e ‘Office edition’? Para além disso, as actualizações são constantes e tudo aquilo que já foi novidade, torna-se agora velho e gasto, daí surgir a pergunta: o que mantém estas ligações poeirentas quando elas já não tiverem mais para dar?

O que é certo é que estou com todo este cenário para explicar toda a complexidade que envolve tudo em que o ser humano toca, mas mais ainda para explicar a viagem alucinante que é aquilo em que ele não toca. Não digo nada de novo, não pretendo ensinar nada, a verdade é que hoje estou a pensar muito nisso.

Comecei por um pensamento normal, nada de muito agressivo, apenas aquilo que todos os dias me ocupa a mente e o espírito para não andar no mundo «para o ver passar» e fazer algum trabalho espiritual, algo que considero quase impreterível para uma vidinha com algum significado e consequentes conversas “come-caco”.  Certo é que, conforme o dia se foi desenrolando, a necessidade de pensar mais em detrimento do diálogo foi enorme. Apeteceu-me fechar-me no meu casulo pequenino e envolver-me num cobertor de dúvidas, onde fica no ar uma necessidade de me questionar sobre a verdade, apesar de ter noção de que não há nenhuma completamente correcta: honestidade comportamental ou calculismo? Uma é, para os católicos, aquilo que se deve praticar segundo a bíblia (sabe deus…) ou, segundo a razão, a coisa certa. Mas… o calculismo amplia grandemente a nossa bolha actimel, não faz de nós melhores, mas pode-nos fazer parecer melhores, melhores actores sociais e afins... Quem sabe se não nos manda para as chamas do inferno… Conciliar os dois consoante o ‘quem’, o ‘quando’ e o ‘porquê’? Perfeito. O problema é que não conheço ninguém que consiga utilizar ambos na perfeição sem parecer ingénuo e/ou palerma ou falso e/ou oportunista. Voltámos ao início: relações humanas requerem manutenção e esse jogo entre uma e outra é o espanador das relações sociais.

Agora que escrevi 493 palavras e depositei no meu espacinho blogosférico algum do lixo que por aqui tinha, posso ir dormir mais descansada e esperar com jeitinho que ninguém tenha pachorra para ler isto até ao fim.

publicado por Ketch às 01:32
link | comentar | ver comentários (5) | favorito
Quarta-feira, 12 de Maio de 2010

Resumo de uma noite ranhosa do enterro da gata '10

Álcool (presente em todos os momentos),

 

risos que não faziam sentido sem a substância mencionado anteriormente, sorrisos como quem diz «’tá bem»,

 

uma música do concerto,

 

pessoas que não gostam de mim a abraçarem-me e a dizerem mentiras enormes, eu a acompanhar porque acho piada, espectadores a rirem-se,

 

solidariedade, descobertas, sorrisos interiores, fugas, medos,

 

desequilíbrios, tropeções, casas de banho bnhec, shots de borla com efeitos nefastos,

 

tentativas pouco subtis, rejeições descaradas e com ar de nojo, puxões, neuras,

 

música que em dias normais dava dores de cabeça, danças pouco ortodoxas,

 

cerveja no copo, no chão, no estômago, na roupa e (dependendo dos banhos) na roupa interior,

 

olhos pesados, fumo, sono, tonturas, memórias recalcadas, pensamentos feios, conversas sem sentido,

 

inconfidências estúpidas, enfiar barretes enormes, ter vontade de… calar-me,

 

entrar no autocarro, turbulência,

 

sofá alheio, «eu quero ir para a minha casa», ir para casa, roubar um pão da carrinha das entregas, responder «está tudo bem» e dormir.

sinto-me: Bnhec.
música: nada.
publicado por Ketch às 20:32
link | comentar | ver comentários (6) | favorito
Sexta-feira, 30 de Abril de 2010

Passeios na massa cinzenta - Parte I

Cada um esconde um universo complexo diferente por trás da carapaça dura usada diariamente. Gosto de esventrar o ‘eu’ dos outros, o meu de vez em quando, e reinventar-me, fazer psicanálise comigo mesma, pôr-me a nu por dentro, medir fraquezas, medir forças comigo… ganho quase sempre. O que parece certo é na verdade errado: ninguém nos diz como, nem quando, e aí é que está a piada da coisa. A forma como tudo é reversível (pelo menos, eu acredito que sim), principalmente o ser humano em si, as suas relações e o espaço que o rodeia, faz-me teorizar que tudo isto foi feito na base da reversibilidade, para não se eliminar, mas sim estar em constante transformação. A coerência torna-se algo estapafúrdia nas questões do mundo, fundamental nas questões do humano. Estou farta do humano. Procuramos a felicidade e Deus em todo o lado, como se soubéssemos o que é ou ao que vamos e sobrevalorizamos tudo aquilo que não conhecemos: o bom e o mau. Atribuímos-lhe denominações e rotulamos tudo o que não conhecemos por medo de não sabermos o que poder esperar. Os rótulos descansam-nos. Embalam-nos no sono profundo do comodismo sensorial e intelectual. Até que ponto contactamos com a realidade absoluta? Não estaremos todos demasiado bêbedos de vida e tão cegos de normas para vermos aquilo que realmente nos é apresentado de mão beijada? Cabe-nos definir ou deixar em suspenso? Decifrar o código da caixa forte ou ouvir o som do botão a rodar? Eu prefiro ouvir. Procuro incessantemente respostas para tudo, menos para aquilo que acho que não foi criado para ser decifrado. Muitos enigmas foram tidos para continuarem intactos, o que não invalida que nos questionemos acerca eles, antes o contrário… As respostas são sobrevalorizadas na grande maioria dos casos: são o fim da linha, a piada está na viagem.

sinto-me: .
música: virgin state of mind - k's choice
publicado por Ketch às 22:24
link | comentar | favorito
Terça-feira, 27 de Abril de 2010

Oops!

O meu blog fez anos e eu não reparei... sou uma péssima mãe

 

 

Também já ultrapassou as 1000 visitas... obrigado

 

 

 

Ontem falei com o Fett um bocadinho e fiquei nostálgica. Adormeci com as recordações do verão longínquo de 2004 que foi, sem dúvida, o melhor de sempre... talvez pela forma ingénua como encarávamos a vida.

Ouvíamos isto aos berros e cantávamos ainda mais alto. Escrevíamos letras, queríamos fazer música, tínhamos muitos sonhos, acreditávamos poder mudar mentalidades. Fracassámos na primeira tentativa de fazer mousse de chocolate (um dia conto, ou não.. ahaha) e não tentamos mais.

Rimos, choramos, fizemos promessas, críticas duras, situações constrangedoras... e foi giríssimo. Éramos uns putos porreiros e é excelente ver que passados alguns anos - mais mudança, menos mudança - continuamos os mesmos, mas mais parvos e com ainda mais dúvidas.

sinto-me: Bem =)
música: mediocore - NOFX
publicado por Ketch às 02:38
link | comentar | ver comentários (1) | favorito
Sexta-feira, 23 de Abril de 2010

Devaneios

É hora de sorrir um pouco às nuvens cinzentas e deixar ir tudo o que não vejo, como folhas de papel no vento. Descubro que aquilo que deveria ser indiferente me tem corroído, apesar de distante tanto no espaço como no tempo… e é demasiado fácil abraçar a madrugada - que também me corrói, mas de uma forma boa. Os passos que ouço são ilusões.

 

 

Pedaço de tempo… está sempre lá. Por mais voltas que dês…

 

 

Chama-lhe o que quiseres... Sei que não tenho vontade.

sinto-me: .
música: adriana - jorge cruz
publicado por Ketch às 15:00
link | comentar | ver comentários (1) | favorito
Quinta-feira, 8 de Abril de 2010

São coisas...

Sonhos estranhos, acordar, pensar sobre isso, (...), ter sono, virar para o outro lado,

lembrar-me das responsabilidades,

ver as horas, levantar-me em sobressalto,

pôr-me apresentável, ver-me ao espelho, não gostar,

borrifar-me para o assunto,

pôr-me a caminho,

chegar, ouvir, escrever, ler,

intervalo para cigarro,

esperar, pensar, ouvir música, esperar, conversar, esperar, falar,

vir para casa,

fazer o almoço, queimar o almoço, almoçar com os amigos,

rir, ouvir música, falar sobre isso, falar sobre isto, sobre aquilo, falar sobre aqueloutro e de ninguém,

despedir-me, sentar-me, respirar fundo,

ouvir a campainha, abrir a porta, rejeitar tentativas de conversão a testemunha de jeová,

respirar fundo, mesmo fundo

e acabar o trabalho de semiótica.

 

________________________________

 

 

Esquecendo este fabuloso início de dia, a Maria (re)mostrou-me algo que eu já não me lembrava que existia e achei bonito. Voltei a achar bonito. Lembrei-me do que senti na primeira leitura (já lá vão uns anos, não sei ao certo quantos) e comparei com o hoje... achei giro ver o meu entendimento das coisas antes e depois. Posto isto, aqui vai:

 

“Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.”


Miguel Esteves Cardoso in Expresso

sinto-me: coise.
música: Ai rapaz - Deolinda
publicado por Ketch às 15:55
link | comentar | ver comentários (6) | favorito

.mais sobre mim


. ver perfil

. seguir perfil

. 13 seguidores

.pesquisar

.Dezembro 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
21
22
23
24
25
26
27
28
29
31

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. ...

. Passeios na massa cinzent...

. Resumo de uma noite ranho...

. Passeios na massa cinzent...

. Oops!

. Devaneios

. São coisas...

. Trocamos segredos em port...

. Reflexões tardias de quem...

. Good mood.

. 2009's ego.

. Conversas no 141 - 1º Dto...

.arquivos

. Dezembro 2012

. Junho 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

.tags

. todas as tags

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds