Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012

Esta noite, algures em Braga...

Ao longo do ano 2012 e na última quinta-feira de cada mês, a taberna Subura vai, cronologicamente, ser palco para interpretações de Zeca e Adriano.
Será apresentada uma música original em cada sessão, com poemas de Zeca não musicados, com intenção de divulgar textos menos conhecidos.

Juntem-se a nós para ouvir, tocar e cantar as musicas e as palavras.

música: Saudadinha - Zeca Afonso
publicado por Ketch às 12:00
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Sexta-feira, 1 de Abril de 2011

Believing in magic

Às vezes perguntam-me quanto tempo tem e eu não sei dizer ao certo há quantos anos foi. A primeira aparição foi numa sexta-feira 13 do mês de Junho. Desde aí passei, em conjunto, a depositar na voz o que ia em mim, algo que apenas o papel conhecia desde já há alguns anos. Nesse processo estavam o Rui e o Vítor, com o seu violino e guitarra, respectivamente. Passou-se bastante tempo, houve mutações enormes, na música, em nós e naqueles que por nós passaram desde aquela sexta-feira, 13 de Junho.

                Não sei se foi prenúncio, o dia, mas o que é certo é que nunca foi fácil. Sempre passamos por provações grandes, desde desilusões a desafinações enormes na forma de ver as coisas, já para não falar nas variadas experiências de quase morte durante os ensaios (entre elas electrocussões, cambalhotas- que podiam ter sido - mortais e estupidez massiva) . Muitas vezes tocamos afinações diferentes, não no som, mas no sentir, e isso fazia toda a diferença que, mais tarde, viria trazer uma pausa com abandono.

                Depressa percebemos que éramos muito diferentes, que queríamos da música coisas muito dispersas e achamos isso um obstáculo que, com o tempo, entendemos ser um ponto forte e original na forma de ver o mundo. Havia química. Agora que somos cinco (devido às longas ausências do saxofone) vejo que valeu a pena chatearmo-nos tanto, não entre nós, mas com as situações. Nunca deixamos aquele que era por direito um projecto nosso e, com algum alento, demos-lhe a corda necessária para ele arrancar, mesmo depois de uns tantos pneus furados e buracos no caminho. Somos, mais do que cinco palermas que vivem a música de uma forma pouco comum relativamente ao panorama geral, uma família. Uma família onde há um baterista que parte o cajón com o entusiasmo de tocar, um baixista que tem o seu quê de louco, só que ainda não tivemos tempo para descobrir o que é, uma vocalista que diz “cheese” em vez de “tease” em pleno concerto, um violinista que pisca o olho para a foto enquanto toca e um guitarrista que é o único traço de normalidade neste ninho de loucos, ou que disfarça muito bem.

                Não temos um género, temos vários. Não nos definimos porque somos mesmo assim: complementos de cada um de nós, completamente distintos do próximo.

sinto-me: Beim :)
publicado por Ketch às 17:05
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Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011

Wise up...

"Silêncios" demasiado prolongados e o tempo é escasso... Isto não vai parar.

 

 

publicado por Ketch às 01:01
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Domingo, 5 de Dezembro de 2010

Your mind is so full of red

O frio chegou de repente. Ele entranha-se da forma que lhe é possível: nas aberturas dos casacos, nos intervalos dos cachecóis, pelas frinchas da alma. A velhinha disse «isto está pior que o Deus me livre!», a menina da Mongólia ficou-se pelo discreto «it’s fucking freezing, here!»… Nós, pasmas, dissemos «ou não», que «o ameno era relativo». O que tem isto a ver com aquilo de venho falar hoje? Muito pouco... O que é certo é que aquilo que me move a postar algo a estas belas horas (sim, porque eu já devia estar a dormir) é a bela da música, que nos aquece qualquer coisinha, mesmo quando o resto não o faz.

 

Os Jefferson Airplane eram uns tipos diferentes… pioneiros no Rock Psicadélico, fizeram coisas extremamente giras, a meu ver, e com letras bastante influenciadas por substâncias que os enviavam, imagino, para mundos à parte, extremamente próximos deste. Para finalizar, deixo-vos, não com uma, mas com duas músicas que passei a adorar, porque alguém se lembrou de mas mostrar, e, desde essa altura não parei de as ouvir… algo que espero (ou acho) que poderá acontecer aos demais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

música: jefferson airplane
publicado por Ketch às 02:53
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Terça-feira, 30 de Novembro de 2010

Aniversário da Dinaamo FM

Meus caros,

 

aqui vai o cartaz do evento que a NAAM organiza esta noite em parceria com a Rádio Geice para celebrar o 1º aniversário do programa Dinaamo FM.

 

 

Dinaamo FM Bday

 

 

O evento terá lugar no Café teatro e a after party será na AISCA.

Apareçam :)

publicado por Ketch às 12:46
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Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010

I believe in magic...

Sim, acredito. Coincidências? Não creio. Vejo o mundo como algo maior e mais completo do que um lugar onde pessoas fazem coisas. Maior do que a natureza, a ciência e todas essas coisas que acontecem na vida de toda a gente. Não acredito em deus, nas religiões como elas são e nos livros de instruções que trazem com elas, muito menos nos seus milagres.

Acima de tudo acredito nas pessoas, no mundo interior, no amor e no ódio que põem no que fazem e no que querem: chamemos-lhe energia. Acredito em justiça divina, mas com outro nome: consciência. Não falo propriamente apenas dos pesos que ela possa carregar, mas daquilo que o mundo interior faz por nós… Porque lá no fundo - segundo o que penso, que vale o que vale -, há dois “eus”: a representação daquele que vive cá fora e o “eu” normativo, aquele que faz connosco tudo o que o mundo lá fora nos faz, nuns mais duro, noutros mais benevolente. Creio que esse eu interior produz energia suficiente para conseguirmos tudo o que queremos ( que está ao alcance, imagino eu) e também para destruirmos tudo. Quando fazemos algo mesmo muito mau, «what goes around, comes around» e a nossa consciência põe-se mesmo a jeito para produzir energia negativa suficiente para só trazermos o que não tem grande interesse para a nossa vida. Há quem diga que é uma forma de religião, eu concordo em parte porque se trata de acreditar em algo superior que rege aquilo que não é empírico ou palpável. A religião afasta as pessoas, por serem regras impostas e não naturais, a energia não.

No fundo, acho que algo que realmente junta as pessoas e devia ser mais importante do que qualquer religião é a música. Não é à toa que milhões de pessoas se juntam por ela e são felizes… Naquele concerto, porque aquela música deu na rádio, porque aprenderam a tocar isto ou aquilo, porque voltam a ouvir o tema “x” que estava a dar na ocasião “y” e traz boas recordações. Claro que também há a musiquinha da baba e do ranho, mas estou a falar mesmo é de várias pessoas na mesma frequência, talvez no mesmo ritmo, eventualmente na mesma tonalidade, amiúde no mesmo compasso, mas sempre a canalizar energia para o mesmo centro.

Isto tudo, porque hoje preferi pensar, em vez de existir (contrariando o «penso, logo existo») e porque tive saudades de Viana, dos sons que há por lá, de 4 rapazes que pegam na sua música e a juntam à minha, numa cave onde às vezes não se toca nada, mas também onde se toca tudo… De alguém que toca guitarra para mim muitas vezes… dos sons mais castiços do grupo folclórico, dos meus amigos e da música que partilhamos ao som de gargalhadas e toda a sonoridade conjunta. Porque eu posso ter tudo, mas dado que também não acredito no silêncio e o som perdido só por si não chega, é preciso partilhar e a música é, para mim, isso mesmo.

música: toda :D
publicado por Ketch às 23:54
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Quarta-feira, 11 de Agosto de 2010

Passeios na massa cinzenta - Parte II

Às vezes não percebo a volatilidade das coisas. O mundo é volátil na sua génese, tudo está feito para se transformar (nada que alguém já não tenha dito e que eu não tenha rebatido anteriormente noutro passeio pela massa cinzenta), mas o que realmente importa são todas aquelas coisas cuja função passa por se manterem fortes, no matter what.

As ligações humanas e suas ramificações, foram, na minha opinião (que vale o que vale), a coisinha que pior favorecida ficou no que toca à sua funcionalidade: somos como peças de um computador enorme que é o mundo (sim, fartei-me de fazer analogias com Música, mas um dia lá voltarei…). Cada um na sua esfera, vulgo “sistema operativo”, à qual costumamos chamar cultura, educação, etc… mas, falando em educação, será essa a diferença entre ‘Home edition’ e ‘Office edition’? Para além disso, as actualizações são constantes e tudo aquilo que já foi novidade, torna-se agora velho e gasto, daí surgir a pergunta: o que mantém estas ligações poeirentas quando elas já não tiverem mais para dar?

O que é certo é que estou com todo este cenário para explicar toda a complexidade que envolve tudo em que o ser humano toca, mas mais ainda para explicar a viagem alucinante que é aquilo em que ele não toca. Não digo nada de novo, não pretendo ensinar nada, a verdade é que hoje estou a pensar muito nisso.

Comecei por um pensamento normal, nada de muito agressivo, apenas aquilo que todos os dias me ocupa a mente e o espírito para não andar no mundo «para o ver passar» e fazer algum trabalho espiritual, algo que considero quase impreterível para uma vidinha com algum significado e consequentes conversas “come-caco”.  Certo é que, conforme o dia se foi desenrolando, a necessidade de pensar mais em detrimento do diálogo foi enorme. Apeteceu-me fechar-me no meu casulo pequenino e envolver-me num cobertor de dúvidas, onde fica no ar uma necessidade de me questionar sobre a verdade, apesar de ter noção de que não há nenhuma completamente correcta: honestidade comportamental ou calculismo? Uma é, para os católicos, aquilo que se deve praticar segundo a bíblia (sabe deus…) ou, segundo a razão, a coisa certa. Mas… o calculismo amplia grandemente a nossa bolha actimel, não faz de nós melhores, mas pode-nos fazer parecer melhores, melhores actores sociais e afins... Quem sabe se não nos manda para as chamas do inferno… Conciliar os dois consoante o ‘quem’, o ‘quando’ e o ‘porquê’? Perfeito. O problema é que não conheço ninguém que consiga utilizar ambos na perfeição sem parecer ingénuo e/ou palerma ou falso e/ou oportunista. Voltámos ao início: relações humanas requerem manutenção e esse jogo entre uma e outra é o espanador das relações sociais.

Agora que escrevi 493 palavras e depositei no meu espacinho blogosférico algum do lixo que por aqui tinha, posso ir dormir mais descansada e esperar com jeitinho que ninguém tenha pachorra para ler isto até ao fim.

publicado por Ketch às 01:32
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