Segunda-feira, 13 de Setembro de 2010

A uma semana de Bracara Augusta

lalala

 

Típica expressão resignada de «a minha vida é muito difícil» com o apêndice «mas, que fazer?»

sinto-me: tão bem :)
música: uma arlinda mulher - mamonas assassinas
publicado por Ketch às 13:51
link | comentar | ver comentários (2) | favorito
Quarta-feira, 12 de Maio de 2010

Resumo de uma noite ranhosa do enterro da gata '10

Álcool (presente em todos os momentos),

 

risos que não faziam sentido sem a substância mencionado anteriormente, sorrisos como quem diz «’tá bem»,

 

uma música do concerto,

 

pessoas que não gostam de mim a abraçarem-me e a dizerem mentiras enormes, eu a acompanhar porque acho piada, espectadores a rirem-se,

 

solidariedade, descobertas, sorrisos interiores, fugas, medos,

 

desequilíbrios, tropeções, casas de banho bnhec, shots de borla com efeitos nefastos,

 

tentativas pouco subtis, rejeições descaradas e com ar de nojo, puxões, neuras,

 

música que em dias normais dava dores de cabeça, danças pouco ortodoxas,

 

cerveja no copo, no chão, no estômago, na roupa e (dependendo dos banhos) na roupa interior,

 

olhos pesados, fumo, sono, tonturas, memórias recalcadas, pensamentos feios, conversas sem sentido,

 

inconfidências estúpidas, enfiar barretes enormes, ter vontade de… calar-me,

 

entrar no autocarro, turbulência,

 

sofá alheio, «eu quero ir para a minha casa», ir para casa, roubar um pão da carrinha das entregas, responder «está tudo bem» e dormir.

sinto-me: Bnhec.
música: nada.
publicado por Ketch às 20:32
link | comentar | ver comentários (6) | favorito
Quinta-feira, 8 de Abril de 2010

São coisas...

Sonhos estranhos, acordar, pensar sobre isso, (...), ter sono, virar para o outro lado,

lembrar-me das responsabilidades,

ver as horas, levantar-me em sobressalto,

pôr-me apresentável, ver-me ao espelho, não gostar,

borrifar-me para o assunto,

pôr-me a caminho,

chegar, ouvir, escrever, ler,

intervalo para cigarro,

esperar, pensar, ouvir música, esperar, conversar, esperar, falar,

vir para casa,

fazer o almoço, queimar o almoço, almoçar com os amigos,

rir, ouvir música, falar sobre isso, falar sobre isto, sobre aquilo, falar sobre aqueloutro e de ninguém,

despedir-me, sentar-me, respirar fundo,

ouvir a campainha, abrir a porta, rejeitar tentativas de conversão a testemunha de jeová,

respirar fundo, mesmo fundo

e acabar o trabalho de semiótica.

 

________________________________

 

 

Esquecendo este fabuloso início de dia, a Maria (re)mostrou-me algo que eu já não me lembrava que existia e achei bonito. Voltei a achar bonito. Lembrei-me do que senti na primeira leitura (já lá vão uns anos, não sei ao certo quantos) e comparei com o hoje... achei giro ver o meu entendimento das coisas antes e depois. Posto isto, aqui vai:

 

“Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.”


Miguel Esteves Cardoso in Expresso

sinto-me: coise.
música: Ai rapaz - Deolinda
publicado por Ketch às 15:55
link | comentar | ver comentários (6) | favorito
Segunda-feira, 22 de Março de 2010

Sóis.

E os passarinhos cantam, as águas dos ribeirinhos correm (como diz Luísa Costa Gomes em ‘A vida em vénus’) e dizem que já é primavera. Nada melhor que uma fotozinha tirada hoje, deitada no chão, para ilustrar tal chegada:

 

 

PS: o Desenganos contabilizou, desde o dia 22 de Fevereiro, 300 visitas. Obrigado. :)

sinto-me: Bem.
música: My funny valentine - Chet Baker
publicado por Ketch às 20:42
link | comentar | ver comentários (1) | favorito
Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010

Abstraccionismo.


                O semestre começou há três dias e eu já estou outra vez adoentada… Começo a convencer-me que os ares de Braga me fazem mal. Vou tratar da alma, que o corpo está perdido.

sinto-me:
música: in a manner of speaking - nouvelle vague
publicado por Ketch às 21:51
link | comentar | ver comentários (1) | favorito
Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009

2009's ego.

Acho que é o primeiro balanço de final de ano que faço, assim de repente. 2009 foi um ano de mudanças enormes, de gripes enormes, de gastroenterites enormes, de derrotas e de grandes vitórias. Aqui vai o melhor do último ano:

 

                O ingresso em Ciências da Comunicação na UM. Braga tem sido palco de muitas peripécias, catapulta para decisões importantes e um sítio onde me habituei a gostar de estar.

Graças à minha entrada na UM conheci os 7 magníficos (tínhamos de ser 7, nem de propósito), verdadeiros companheiros do bom e do mau, do gargalhar e tudituditudo…

 

 

                Novos projectos em campos diversos. Este último ano ofereceu-me oportunidades únicas como a Rádio, os Jarojupe, a reformulação da banda, a Omni, o Teatro, as Danças de Salão e outras que tal… e também uma falta de tempo incrível…


 

                Sobrevivência. Para além de ter sobrevivido ao spot publicitário do Pingo Doce, este ano bati o recorde de doenças parvas no mais curto espaço de tempo… e não morri (ainda estou para perceber como).

 

                «Bué» (como diz a Tânia) de coisas que não me lembro, mas que devem ter sido mesmo muito importantes. Porque eu digo que «a minha vida é muito difícil», mas adoro tudo aquilo que tenho e que vou construindo.

 

 

 

                E é isto. Agora vou dormir que já foi demais por hoje…

 

                Jude – I Know. Eu casava com esta letra…

 

 

 

You've got such a pretty smile
It's a shame the things you hide behind it
Let 'em go
Give it up for a while
Let 'em free and we will both go find it

I know there's nowhere you can hide it
I know the feeling of alone
I know that you do not feel invited
But, come back, come back in from the cold

Tell me how you really feel
Tell me what is on the inside of you
All the somethings you conceal
Only keep away the ones who love you

Step away then from the edge
Your best friend is life is not your mirror
Back away, come away
Back away, come away
Back away, come away
Back away, come away
Back away, come away
Back away, come away
I am here and I will be forever

I know there's nowhere you can hide it
I know the feeling of alone
Trust me and don't keep that on the inside
Soon you'll be locked out on your own

You're not alone
You're not alone
And don't say you've never been told
I'll be with you 'til we grow old
'til I'm in the ground and I'm cold
I'm not sitting up here on some throne
Like a dog you can always come home
Dig up a bone
Look around

 
 

 

sinto-me: Bem :D
música: jude - i know
publicado por Ketch às 01:47
link | comentar | ver comentários (2) | favorito
Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

Fim da linha (ou truncheirada de meia noite)

                Depois de uma noite mal dormida, um dia cheio de palavras que não ouvi (o que foi bom até certo ponto), trabalhos que fiz com pouca atenção e até cigarros que não me souberam bem, sento-me agora no meu sofazinho da sala, de lareira crepitante na frente, notebook no colo e tosse no peito. Respiro fundo: hoje estava difícil chegar a casa.

 

                Hoje aprendi, antes de mais, que cavalos a passear na linha não ligam com comboios em andamento, principalmente quando se tem pressa para chegar a casa. Pensei que ia ao rio, de tão grande que foi o estrondo e a turbulência. Em caso de avaria do comboio, não fiquem à espera, saltem para a linha, que é giro… se tiverem tanta sorte como eu, ainda encontram um amigo (e não era o cavalo).

 

                Aprendi, também, na noite de quarta-feira, que a história do «não se mente quando se está bêbedo» é, na verdade, um grande mito: eu disse que a praxe era a minha vida.

                Na mesma noite, aprendi que não adianta quantas vezes se nega uma coisa a uma pessoa (mesmo que seja algo que só eu posso saber, porque…humm... sou eu): ela não vai ceder se estiver cegamente certa do contrário, mesmo que seja ilusório. Todo este parágrafo pode aplicar-se tanto ao passado como ao presente. Cada vez mais tenho medo dos homens. As piores mentiras são as verdades que criamos para nós.

 

                Mas vamos a coisas normais: dia 26 de Dezembroaí vou eu cantar com os Jarojupe mais uma vez, no Glamour Bar, em Viana do castelo, ás 23h.Um projecto que estranhei de início mas que me tem trazido muitos momentos gratificantes e amizades que perduram. Desta vez juro que filmo (dado que da última só levei a câmara), mas é sempre bom que apareçam.

                E por hoje é isto. Cuidado com os cavalos.  Bom fim de semana…

 

sinto-me: Em autogestão.
música: tinha pensado em algo muito fixe, mas não me lembro.
publicado por Ketch às 21:15
link | comentar | ver comentários (4) | favorito

.mais sobre mim


. ver perfil

. seguir perfil

. 13 seguidores

.pesquisar

.Dezembro 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
21
22
23
24
25
26
27
28
29
31

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. A uma semana de Bracara A...

. Resumo de uma noite ranho...

. São coisas...

. Sóis.

. Abstraccionismo.

. 2009's ego.

. Fim da linha (ou trunchei...

. Conversas no 141 - 1º Dto...

. Lides académicas.

.arquivos

. Dezembro 2012

. Junho 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

.tags

. todas as tags

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds